O terreno escolhido para o projeto situa-se em Uberlândia, no bairro Saraiva setor sul da cidade. O bairro possui área total de 1.142Km² e 2.566 domicílios.
Os habitantes locais são de classe média e média alta, a maioria com rendas mensais em torno de 5 a 10 salários mínimos. No que diz respeito à faixa etária, a população tem, predominantemente, 40 a 49 anos. Nos anos 2000 os dados a respeito da densidade populacional eram de 65 habitantes por hectare, a população total era em média de 9.953 pessoas e cerca de 95% dela era alfabetizada. Hoje esses números cresceram, a região desenvolveu juntamente com a cidade, e por caracterizar-se um bairro de muitos prédios com densidade alta, esses dados aumentaram ainda mais.
O bairro está na zona residencial 2, ou seja, é a região que acomoda a função habitacional e permite atividades de pequeno, médio porte e/ou compatíveis com este uso, como mostra o estudo de uso e ocupação abaixo:



O terreno
Possui uma área total de 2.100 m² e um desnível de aproximadamente 3 metros conforme o estudo topográfico a seguir:

E, em relação à insolação e a ventilação a imagem abaixo exemplifica a situação:

O terreno está inserido em uma localização privilegiada perto do centro da cidade, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), do Center Shopping e do hipermercado Carrefour. Está próximo também a Av. Nicodemos Alves dos Santos que reúne o principal fluxo do Centro para o setor leste da cidade, o que traz uma condição facilitada de acesso.
Os acessos para o terreno são: Rua Raphael Lourenço; a Rua Alexandre Guimarães e a Armando Lombardi. Como mostra a figura:

Além disso, está situado na zona residencial 2 e também em um setor de vias especiais. Isso significa que, o lote é adequado também a implantações de atividades que sirvam de apoio à população do bairro.

Como dito anteriormente, o bairro Saraiva é caracterizado por ter densidades demográficas altas, assim o entorno é marcado predominantemente pela ocorrência de edificações de gabaritos médios e altos juntamente com algumas construções baixas e térreas.



Tendo em consideração as leis municipais de acessibilidade que visam permitir o deslocamento confortável e o acesso do portador sem que haja a necessidade de ajuda a terceiros, as medidas mínimas e corretas para habitações coletivas e locais públicos, são:

As normas do Corpo de Bombeiro busca estabelecer critérios para o dimensionamento das Saídas, com o objetivo de facilitar a circulação das pessoas em caso de incêndio e de permitir o acesso dos bombeiros para o combate ao fogo ou retirada de pessoas.
A saída de emergência deve atender os acessos, corredores, escadas e rampas sendo que as medidas são calculadas a partir do numero de pessoas que freqüentam o local, tendo a seguinte fórmula:
N = Número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro maior.
P = População, conforme coeficiente da tabela 4 do anexo e critérios das seções 5.3 e 5.4.1.1.
C = Capacidade da unidade de passagem conforme tabela 4 do anexo. definindo a largura das saída

O número de saídas de um determinado pavimento deve ser definido a partir do tipo de ocupação, em função da altura, dimensões em planta e características construtivas de cada edificação.
As escadas devem ser constituída com material estrutural e de compartimentação incombustível no caso de 2 ou mais escadas, a distância mínima de trajeto entre suas portas devem ser de 10,00 m, exceto quando as escadas estiverem na área central do pavimento e com acessos em lados opostos. Além disso, elas devem ser dotadas de corrimãos em todos os lados, atender a todos os pavimentos, e terminando obrigatoriamente no piso da descarga. Os degraus dever ter altura compreendida entre 16,0 cm e 18,0 cm, com tolerância de 0,5 cm e ter largura dimensionada pela fórmula de Blondel: 63 cm ≤ (2h + b) ≤ 64 cm.
Em relação à largura das escadas, elas devem ser proporcionais ao número de pessoas que por transitam e o lanço mínimo deve ser de três degraus enquanto o lanço máximo, entre dois patamares consecutivos, não deve ultrapassar 3,70 m de altura.

- Lajes nervuradas: As lajes nervuradas proporcionam maior liberdade para criar e mudar. Somando a isso, utiliza-se menos mão-de-obra, tem menor prazo de execução das estruturas e uma redução significativa no consumo de concreto e aço. Além disso, o uso desse produto elimina cerca 80% da madeira normalmente empregada na maioria das obras, que são substituídas por fôrmas usadas como moldes padronizados em plástico (polipropileno). Sendo assim, o posicionamento das paredes não fica condicionado a vigas, proporcionando mais flexibilidade ao projeto arquitetônico. Dessa forma, há mais liberdade para o posicionamento de paredes, pilares e fachadas. Se for preciso, o contra piso pode ser eliminado, deixando a laje aparente. Essa é outra característica importante aproveitada por arquitetos, que projetam obras, cuja laje é separada apenas por um vidro. Além de tudo, a técnica acaba por conferir uma aparência mais refinada ao ambiente.

- Drywall: Por sua leveza e por sua forma de instalação, as paredes de gesso, podem ter posição variável no layout de cada pavimento de um prédio, desde que essa possibilidade esteja prevista no projeto arquitetônico e estrutural. Enquanto uma parede de tijolos comuns aproximadamente de 10 cm de espessura pesa 155 a 165 kg/m2, uma parede em drywall de mesma espessura pesa menos de 25 kg/m2. O gesso tem uma propriedade natural muito interessante: atua como um regulador do clima, mantendo o grau de umidade em equilíbrio. Em outras palavras, retira a umidade do ar, quando ela está elevada, e a devolve, quando o ar está seco. Isso proporciona ambiente saudável, atenuando as variações da umidade relativa do ar. A simplicidade de execução é um dos grandes diferenciais da construção a seco. Uma parede pode ser instalada em muito menos tempo (apenas algumas horas) do que uma parede executada em sistemas convencionais. Ao contrario do que ocorre em construção de alvenaria convencional, não é necessário quebrar paredes para execução de reparos ou ampliações em redes elétricas ou hidráulicas. No caso de vazamento, por exemplo, basta recortar a placa de gesso, e após o reparo, recompor o chapeamento. E por fim, a construção é mais limpa, reduzindo drasticamente o entulho.

- Elementos vazados: Os brises, treliças, muxarabiês e cobogós são elementos vazados que fazem parte da solução inteligente, ecologicamente correta e sustentável, do projeto. Tradicionalmente utilizado para não bloquear a passagem de luz e ventilação, permitindo a circulação do ar e quebrando o excesso de luminosidade, garantem maior conforto e proteção ao ambiente. Outra característica importante desse componente é possibilidade da realização de um belo arranjo entre elementos similares e até diferentes, transformando a fachada do prédio em um painel artístico. Os elementos vazados são geralmente autoportantes, ou seja, ficam em pé sozinhos sem a dependência de uma estrutura auxiliar. Seu processo construtivo é similar ao muro, com uma fundação coerente e assentamento de fiada por fiada com vergalhões de travamento entre elas.

- Vidro: O vidro possui um campo de possibilidades em formas, texturas, cores e composições. Hoje, ele deixou de ser utilizado apenas por seus benefícios práticos, tais como isolamento térmico e acústico, e passou a ser utilizado também por seu valor estético. Quando combinado com o aço, por exemplo, cria um ar de modernidade e sofisticação e torna as construções mais rápidas e seguras. Além disso, proporciona unidade visual entre o prédio e seu entorno. Apresenta-se, portanto como a última tendência para prédios e os tipos mais utilizados são: espelhados, temperados, laminados, duplo insulados, entre outros.


- Mobiliários como vedação e setorização do espaço: A evolução dos ambientes flexibilizou as relações entre as pessoas, derrubou barreiras... E também as paredes. Entretanto, muitas atividades ainda requerem alguma privacidade, seja por uma maior necessidade de concentração ou por sigilo. A solução então está no investimento em móveis práticos e funcionais trazendo uma maior otimização, aproveitamento dos ambientes e a integração visual do espaço. O mobiliário tem essa vantagem, ao mesmo tempo em que setoriza, integra o espaço.
O projeto parte de uma densidade média (80 a 100 habitantes) para o terreno, grandes corredores de circulações, vazios e as áreas comuns como: pomar, horta, equipamentos voltados para crianças e comercio e/ou serviço no térreo.
A partir disso, as metragens aproximadas são:


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